A Praga dos Recruiters no LinkedIn

São 8h30 da manhã.

“Cheguei ao escritório. Abro o meu pc, o email, o LinkedIn e pouso o telemóvel em cima da minha secretária - estou num openspace, btw. Abro o Eclipse, o Github, o Slack. Informo os meus colegas que cheguei. Vou à copa beber um café.

O telemóvel toca, atendo. É uma recruiter. De uma empresa qualquer para a qual nunca me candidatei. Quer falar-me sobre um desafio/oportunidade/projecto.

Estou na copa, a beber café, oiço. Digo-lhe ao fim de dois minutos de conversa que não estou interessada. Retorno novamente ao meu pouso habitual e tenho duas mensagens não lidas no LinkedIn e um e-mail de outras duas empresas (sim, porque uma das mensagens do LinkedIn e o email são da mesma empresa, mas de pessoas diferentes).

Começo a pensar se realmente estou satisfeita com o meu trabalho actual, se as minhas funções me preenchem, se o stack faz realmente sentido, and so on.

No meio disto tudo quero concentrar-me no meu trabalho, dar atenção à minha equipa e ainda ler uns artigos interessantes que estão na minha to-do-list.

Perto da hora do almoço, recebo uma nova chamada. É mais uma recruiter/manager de outra empresa a falar-me de uma oportunidade/desafio/projecto. Quero almoçar. A certo ponto sou desagradável e desligo o telemóvel de forma pouco simpática.

Ao fim do dia, chego a casa, desabafo com o meu marido sobre esta situação. Não sou habitualmente antipática, mas toda esta atenção começa a tornar-se chata. É overwhelming!

De certeza que algo deste género já vos aconteceu, mais do que uma vez - I’m sure of it.

Bem, como já devem ter percebido, estou a falar-vos acerca da praga dos Recruiters… 😉

Indignação

Tenho sentido uma onda de “ódio” no LinkedIn contra esta malta, este mal, por vezes necessário, que são os recruiters, myself included. Estes que vos chateiam por vezes com pouco tacto, ou noção de oportunidade. Existem para vos apresentarem oportunidades e nem sempre o fazem da melhor forma. E é mesmo aí que quero chegar.

Qual seria a melhor abordagem para vos podermos ajudar?

Ao fim de contas, é esse o nosso ultimate goal. Encontrar projectos e sinergias que vos façam sentido.

Dando como exemplo a amostra que melhor conheço, vou falar-vos um pouco sobre a minha experiência na KWAN.

Aqui apostamos numa abordagem informal em todos os aspectos. Também no LinkedIn, um simples “Olá, como estás?” ajuda-nos a quebrar o gelo.

A partir daí, se a pessoa do outro lado tiver interesse em manter a conversa, o assunto estreita-se para chegar ao tema do next career step. Promovemos ainda várias iniciativas com o foco no candidato.

Yeah yeah yeah, bla bla bla, whiskas saquetas…

Dr Evil Condescendent

Mais BS, pensam vocês… Nos dias que correm, o estigma está de tal forma enraizado que se torna uma tarefa quase ingrata abordar pessoas no LinkedIn.

No outro dia, cruzei-me com uma google sheet que pretendia precisamente - e de forma transparente - obter feedback acerca dos erros cometidos pelos recruiters nas abordagens online para que estes possam melhorar. Considero este insight valioso, take a look! ;)

Um dos erros apontados prende-se com os enganos no nome. True.

Quantas vezes já se enganaram no vosso nome numa mensagem do LinkedIn? Eu própria já o fiz. Quando carreguei em send, queria esconder-me debaixo da mesa. Enganei-me inclusivamente em nomes de clientes. We’re only humans, you know. Even bots get bugs…😅

Não quero com isto “desculpabilizar-me”. É lixado trocarem-nos o nome e já me aconteceu a mim também. Dizerem que vêm para uma entrevista com a Ana em vez da Sara, ou fazerem-me reply a uma mensagem a chamarem-me Joana. Já me ri com alguns replies.

At the end of the day, se eu chamar Manuel ao Pedro mas a seguir arranjar-lhe o trabalho dos sonhos dele, acham que o Jorge ainda se vai importar que lhe tenha chamado António na primeira abordagem? (food for thought)

Food for Thought

Assim, aqui na KWAN fazemos questão de olhar e ler com atenção o perfil da pessoa que estamos a abordar. Queremos ir ao encontro daquilo que a pessoa procura.

Queremos ser diferentes para melhor. Claro que também cometemos erros mas estamos receptivos a feedback de melhoria e este post serve precisamente para isso - ‘CANI’ – Constant & Never-Ending Improvement.

Então, Why KWAN? Faz sentido fazer um highlight de algumas coisas que fazemos com o objectivo de promover a transparência e servir a comunidade:

  • Temos uma calculadora salarial que vos mostra em média quanto é que o mercado está receptivo a pagar para algumas posições;

  • Patrocinamos tech events (Agile Connect - RSVP here);

  • Temos uma avaliação 360º dos nossos colaboradores. Isto significa que se fores colocado por mim numa posição em cliente final, irás receber um Typeform para dares feedback acerca do processo de recrutamento. Se, por outro lado, fores colaborador da KWAN, recebes este mesmo Typeform para dares feedback sobre os teus colegas, o teu Ambassador, o nosso Director, and so on. Like I said before, CANI 😉

  • Fazemos career counseling, ou seja, vens conversar connosco e damos-te o nosso parecer em relação ao teu próximo career step, mesmo que isso signifique ir para uma empresa que não trabalhe connosco ou um concorrente nosso.

Just to name a few

Ainda assim, sabemos que temos muita margem para melhorar e por isso gostaríamos de perceber o que gostariam que fizéssemos de diferente?

Let us know in the comments below 😊

May the KWAN be with you,

Sara

ricardo
Published 24-10-2017
Sara Gorjão

Ambassador of KWAN, uma das suas maiores qualidades é a sua memória. Talvez por se lembrar do nome de cada candidato entrevistado nos últimos 4 anos. Never underestimate her. Outra feature da Sara são os estrangeirismos. São um bocadinho “too much”, se a ouvires a cambiar para English não estranhes. Apaixonada por viagens, boa gastronomia e uma boa dose de Netflix binge watching. Responsável pela organização dos IT Meetups Sponsored by KWAN, é feliz “bringing everyone together”.


Toma controlo da tua carreira.

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